INFORME

Dicas

Berne

17/05/2021 09:36:53

Berne

Ele é um velho conhecido das pessoas que vivem no campo. Costuma atacar animais e até homens, causando coceira e dor. Se seu cão vive em regiões de vegetação abundante ou freqüenta sítios e fazendas, fique de olho no berne.

Poucas das pessoas que moram em apartamentos na cidade o conhecem, ao contrário do homem do campo. Mas já houve quem tenha voltado de um passeio no sítio trazendo um berne na própria pele. Se você costuma levar seu cão a lugares próximos de matas, fique atento. Prurido (coceira intensa) e lesões parecidas com furúnculos podem ser um sinal da presença desse parasita. Na dúvida, corra para o veterinário.

0 que diz o veterinário

O Dr. Fernando Caldas conta que no verão, época de maior ocorrência de berne, sua clínica em São Paulo atende a uma média de cinco casos por semana (geralmente cães que vivem em casas com jardim ou mata por perto). Os animais de pêlo curto e vida sedentária são as maiores vítimas.
Longe das moscas - Para evitar a presença desses insetos, é importante manter as áreas freqüentadas pelos cães livres de sujeira como fezes e lixo. Caldas lembra ainda que os humanos também podem ter berne. Neste caso, o local preferido pela veiculadora de ovos é a cabeça.
Tratamento - Descarte as substâncias inseticidas e sprays larvicidas que matam o berne.

Antes de tentar resolver o mal por conta própria, saiba que o parasita deve estar vivo para que saia completamente. A sua retirada é dolorosa, mas se uma parte dele ficar no cão, há risco de ocorrerem complicações futuras como quistos, abcessos e infecções. A piodermite (infecção cutânea com pus) causada pelo stafilococus sp, um microrganismo que vive normalmente na pele do animal, é a mais grave delas.

É importante procurar o veterinário assim que se percebam lesões semelhantes a furúnculos. Ninguém melhor que ele para constatar o problema e administrar o tratamento correto para o seu amigão.

O que é

Ele é a larva da Berneira (Dermatobia hominis), uma mosca encontrada desde o México até o norte da Argentina. A sua transmissão, porém, é feita por um outro tipo de mosca, chamada de veiculadora ou vetora, que pode ser hematófaga (isto é, que suga sangue, como a "mosca do estábulo"), ou lambedora (como a mosca doméstica).

Entre nós, os hospedeiros mais conhecidos do berne são bovinos, cães e até humanos. Em cachorros parasitados, as lesões podem servir como uma porta de entrada para bactérias causadoras de infecções secundárias.

O desconforto causado pela presença de vários bernes pode fazer com que o animal não se alimente nem repouse adequadamente, prejudicando sua saúde.

Como se transmite

Em pleno vôo, a berneira deposita seus ovos (vários, formando um cacho) sobre a veiculadora. Em cerca de seis dias eles estão larvados. Quando a veiculadora pousa sobre um animal, as larvas com cerca de 1,5 mm de comprimento (estágio Ll), rompem a casca dos ovos. Elas se instalam na pele com a ajuda de ganchos orais, com os quais também se nutrem de tecido do hospedeiro.

A fixação do berne também é auxiliada por filas de espinhos corporais que lhe permitem a movimentação, causa de prurido e dor.

As larvas passam por duas mudas em que trocam a cutícula (uma espécie de "pele"). Elas permanecem no hospedeiro até chegar ao estágio L3, quando já medem mais ou menos dois centímetros de comprimento.

A seguir, elas caem e se enterram no chão. Em cerca de um mês, na dependência da temperatura e umidade do ambiente, nasce a berneira que se acasala, ovipõe (põe ovos) e, entre dois e oito dias, morre.

O período parasitário, desde a penetração na pele do animal até a queda do berne é, em média, de 35 a 40 dias.

Prevenção

Por viver escondida em matas e capoeiras, a berneira é difícil de combater. O controle de moscas, porém, pode diminuir a ocorrência do berne (sem as veiculadoras de ovos não há transmissão).

Identificação

Só se vê o berne quando já esta bem desenvolvido. Ao suspeitar da sua presença esprema o local _ geralmente ocorre saída de pus. Ele aparecerá pelo orifício na pele. Mas não tente retirá-lo sem orientação profissional se você nunca o fez antes.

 

Fonte :

cinobras